44- Processo de produção da intervenção
A intervenção espacial selecionada no Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG passou por diversos processos, desde a seleção do local até o planejamento e produção da própria intervenção. o projeto foi concebido desde o início até sua forma final, que se deu com a produção física.
Desde o começo do planejamento, a ideia era integrar todo o espaço que compunha o Jardim Sensorial para que todo o ambiente se encaixasse nessa proposta sensorial. Inicialmente algumas ideias foram trabalhadas como a inserção de uma "cortina" de tecido ou peças de plástico para tentar trabalhar a diluição do pórtico inicial, o que acabou se provando algo que criaria um efeito contrário ao que gostaríamos de atingir. Pensamos também em elementos visuais e de tato que intensificassem as percepções dos sentidos, como pedrinhas e pisos táteis. Além disso, foi pensado também o uso de uma fonte de água, que trabalharia o som ambiente, em conjunto com o uso de carrilhões de bambu na entrada.
Uma ideia que se manteve desde o início,
apesar de ter sido aprimorada eventualmente, foi o uso de superfícies coloridas
para a refração da luz solar. Com o primeiro storyboard, algumas dessas ideias
foram evoluindo, como a substituição da cortina de tecido por um sistema de
CDs, que causaria um efeito de reflexão da luz do Sol na entrada. Outras ideias
como o uso de projeções e jogo de luz em espelhos foram pensadas e testadas,
porém eventualmente descartadas por se mostrarem inviáveis.
Posteriormente,
após trabalhar em cima das ideias iniciais, chegamos ao plano final, que
consistia de um sistema de sensor de movimento na entrada, que seria acionado
com a passagem do visitante, e acionaria um som que o convidaria a entrar no
ambiente, além de visualmente trabalhar na entrada também um sistema de "trepante",
que faria a reflexão da luz solar e conectaria o exterior do espaço com o
interior. Este seria responsável também pela representação visual da água no
chão. Durante todo o percurso interno, seria colocada uma cobertura colorida
que faria a projeção da luz solar no chão e nas paredes, trabalhando os
recursos visuais, assim como o trepante que continua desde fora também durante
o percurso todo, e no espaço vazio, um jogo de tecidos dispostos sobre fios
tensionados.
Para a
produção de todos esses componentes, diversos testes foram feitos para
descobrir quais seriam os materiais e técnicas ideais a serem aplicados nesse
caso, e por fim os materiais usados foram: papel celofane para a cobertura
colorida, em conjunto com uma mistura de linha de nylon e elásticos, manta
térmica para o trepante, tecidos variados, e componentes eletrônicos como os
sensores de movimento que usavam o sistema Hidra para funcionarem.
Abaixo seguem
algumas imagens de registro do processo de produção no espaço:









