33- Sintegração sobre Heartzberger
Nessa discussão sobre o livro "Lições de Arquitetura" de Heartzberger, nos separmos em grupos para melhor debater e considerar diferentes pontos de vista, o que foi bem produtivo.
Rodada 1: Público e Privado; Demarcações territoriais; Diferenciação Territorial; Zoneamento Territorial; De usuário a morador.
Na primeira
rodada, fazendo parte do grupo de discussão, decidimos discutir mais os termos
em teoria, dando alguns exemplos para tópicos específicos, como por exemplo a
gradação entre público e privado, a Ana Carolina citou o exemplo de uma empresa
cujo prédio possuí zonas que tem seus públicos de acesso restrito, por exemplo
a recepção abriga todos os conjuntos, mas possuem setores que são reservados
apenas para os funcionários. Outro exemplo citado foi o cuidado com os
ambientes, o exemplo desta vez foi uma biblioteca, cujo os frequentadores se
sentiriam responsáveis pelo ambiente e cuidariam dele em conjunto.
Rodada 2: A estrutura como espinha dorsal degenerativa: urdidura e trama; Grelha;
Novamente
fazendo parte da discussão, nessa rodada, conversamos sobre a estrutura da
espinha dorsal e foi citado para esse tópico, o plano piloto de Brasília. Já
para grelha, conversamos sobre o planejamento e distribuição de
"itens" em meio a esse plano. Ou seja, mesmo em um meio estipulado e
linear de grades, como a grelha, ainda há a possibilidade e liberdade de mudar
algumas especificações adicionando diferentes itens para compor o cenário
urbanístico. Para esse ponto teórico de grelha, o exemplo citado foi a cidade
de Barcelona, quando vemos o planejamento da cidade de cima, os lotes e áreas
são formados com áreas bem geométricas, como retângulos ou quadrados, mas a
liberdade de construção e planejamento traz liberdade e diferenciação.
Rodada 3: Visão 2.
Nessa rodada
agora fazendo parte da crítica o grupo de discussão aprofundou bem nos seus
conceitos de ambientação, luz natural, ambiente aberto, a integração da
utilização do vidro (janelas) nos ambientes etc. Alguns exemplos foram citados
como as galerias do inhotim (Miguel Mourão e Matthew Barney ) dando aos outros
participantes (críticos e observadores) uma clareza para integração no tema.
Gostei da
discussão no geral pois todos os conceitos foram bem explorados e aprofundados,
fazendo com que consigamos entender bem a discussão como um todo. Todos os
participantes do grupo de discussão interagiram deixando a conversa dinâmica e
proveitosa.
Rodada 4: O espaço público como ambiente construído.
Por fim na
última rodada, o grupo discutiu como o espaço público se modifica com o passar
do tempo histórico. Antigamente o espaço público se resumia em praças e
ambientes abertos, porém gradativamente construções vão sendo integradas nesses
ambientes e esse espaço público deixa de ser somente uma praça. A exemplo,
citaram construções de igrejas, universidades e foi citado especificamente a
torre Eiffel como um ponto turístico, nesses ambientes, temos o encontro de
pessoas e relações vão sendo formadas a partir daí.
O grupo ressaltou
também que após a revolução industrial, o mercado de massa se expandiu,
ampliando o comércio e também os meios de transporte público, como ferrovias e
rodovias.
Citaram também
brevemente a questão do consumismo, com o exemplo de um shopping, em que as
pessoas muitas vezes não vão com uma ideia fixa e certeira do que comprar, mas
sim para passear e acabam por estabelecer relações nesse local. No geral, esta
sala foi a que mais conseguiram abordar vários assuntos dos livros, tanto em
conceitos quanto com exemplos cotidianos.